Autores Contemporâneos para a Roda Olavette

1- Ficção

1.1- Os autores abaixo eu consegui por meio da Editora Danúbio. Nos comentários posso deixar uma breve fortuna crítica. Mais: para a leitura, o melhor meio me parece ser pelo Kindle do Amazon. O preço é bom.

  • Luiz César de Araújo
    • A Vida é Traição eBook Kindle
      • 1 de maio de 2014
      • Manifestações de rua que incitam a revolução numa cidadezinha de interior. Advogados recém-formados que buscam o sucesso na capital. Dois colegas de trabalho que descobrem um grande esquema de corrupção. Um professor aposentado que sonha com a glória literária. Esses são alguns dos temas do estreante Luiz Cézar de Araújo.
      • Num estilo clássico que remete aos grandes mestres da narração, o autor faz girar uma roda da fortuna, cega e aleatória, que joga com o destino dos personagens e surpreende o leitor com as reviravoltas mais inesperadas. Composto de cinco contos, A Vida é Traição oferece um salutar sopro de criatividade às letras nacionais.
    • À Sombra do Pai
      • 1 de janeiro de 2017
      • À Sombra do Pai é o primeiro romance do paranaense Luiz Cezar de Araújo, autor do elogiado volume de contos A Vida é Traição (Danúbio, 2014). Um amálgama entre o intimismo do romance de formação adolescente e o colorido do gênero regionalista das nossas letras, À Sombra do Pai é uma história sobre a decadência de uma família vista através dos olhos de um jovem de treze anos, tendo como cenário o Brasil dos anos 90. O romance mostra o decorrer de um ano muito tumultuado da vida do protagonista, um rapaz chamado Luciano, que vê sua inocente vida em Balneário Camboriú, no litoral catarinense, interrompida por complicações médicas que o fazem mudar para a fazenda de seus avós, no interior do Paraná, onde descobrirá o lado não tão agradável de sua família. Crítica: O livro de Luiz Cezar de Araújo é digno representante desse esforço comovente de resgatar a vida inteira que poderia ter sido e não foi, de assumir o legado da sua miséria familiar e transmiti-la em forma de arte, mesmo sabendo que a maré, no Brasil, sempre apaga tudo. Não importa, quando se mora à sombra do Onipotente que faz novas todas as coisas.Francisco Escorsim, colunista da Gazeta do Povo.
  • Diogo Fontana
    • Se Houvesse um Homem Justo na Cidade eBook Kindle
      • 29 de abril de 2022
      • Após sofrer o impacto das sucessivas crises econômicas do seu país, um professor venezuelano se vê reduzido à miséria e obrigado a dormir num abrigo de refugiados enquanto sobrevive das esmolas que ganha nas ruas de Boa Vista, capital de Roraima.
      • Assaltado por ressentimentos e pela amargura, este homem de meia-idade tenta recompor o fio da meada da sua trajetória de vida e assim compreender como foi possível mergulhar em tamanho naufrágio pessoal.
  • Fábio Gonçalves
    • O Retrato Doente (literatura brasileira contemporânea): e outros contos de morte e solidão
      • 3 de outubro de 2021
      • Uma viúva hipocondríaca desenvolve uma macabra obsessão pelo retrato do marido morto; um menino de periferia sofre com os maltratos do padrasto sádico; um pedreiro do interior catarinense se vê envolto num dilema ético capaz de mudar o seu destino financeiro; um morador de rua do centro de São Paulo busca a redenção num ato de heroísmo. Estes são alguns dos temas presentes nos doze contos que compõem este volume.
      • Numa linguagem limítrofe entre o coloquial e o erudito, este livro retrata, com realismo e bom humor, os dramas cotidianos de pessoas comuns do Brasil contemporâneo. Para além das adversidades sociais e financeiras, estes contos abrem uma janela para a transcendência e para a dimensão permanente da alma humana.
    • Um Milagre em Paraisópolis eBook Kindle
      • 29 de julho de 2020
      • "Chegou a São Paulo no início de 2000. Maravilhou-se, pela manhã, com a rodoviária do Tietê; empolgou-se e encheu-se de esperança com o que viu à tarde, no Centro - onde fez questão de se demorar, passando o dia, ele e a família, excitado com o corre-corre, com o trânsito, com os prédios a perder de vista, com os monumentos. Mas foi se angustiando conforme se aproximava, com seus trapos, mulher e filhos, das bibocas sinistras que lhe haviam arranjado. É que um conterrâneo seu, já experimentado nas delícias e dissabores da cidade, descolara para o pobre sujeito, de acordo com seus haveres, um quarto-e-cozinha caindo aos pedaços na perigosa Paraisópolis".
  • Alexandre Soares Silva
    • O Homem que Lia os Seus Próprios Pensamentos eBook Kindle
      • 1 de março de 2021
      • Esta é uma coletânea de contos inéditos acrescida de material esparso já publicado na internet em blogs e sites ao longo dos últimos anos. Pela primeira vez o leitor brasileiro poderá apreciar em um único volume toda a criatividade e o talento narrativo de Alexandre Soares Silva, um dos maiores ficcionistas do Brasil de hoje.
    • Totolino eBook Kindle
      • 15 de setembro de 2022
      • Uma narrativa onírica e assustadora na qual o sonho muitas vezes se torna um pesadelo. Nesse seu quarto romance, Alexandre Soares Silva nos traz mais uma divertidíssima história. Totolino é um serial killer italiano que mata as suas vítimas enquanto canta as mais famosas peças operísticas. A sua sequência de crimes acaba o tornando mundialmente popular e todo um movimento político e cultural se desenvolve em torno dos seus atos. Quando o assassino resolve vir ao Brasil, em busca de mais uma vítima, a sua presença se torna motivo de controvérsia nacional. Mais que uma sátira, Totolino é uma impressionante alegoria dos tempos loucos em que vivemos.
  • Elizeu Xavier
    • Deixa-me Enterrar Meu Pai eBook Kindle
      • 19 de setembro de 2022
      • Estevão é um paulistano de meia-idade, programador de software, funcionário público. Ele vê a sua vida estagnada pela espera do resultado de um processo judicial que vai definir o seu destino: a disputa entre ele e a segunda esposa de seu pai pelos bens deixados como herança.
      • Angustiado pelas incertezas e demoras do sistema judiciário, e ressentido pela conduta do seu pai, Estevão consome-se de amargura e dor, enquanto aguarda ansiosamente o dinheiro que, ele acredita, irá libertá-lo de suas misérias e limites.
      • Deixa-me enterrar meu pai, do estreante Elizeu Xavier, é um impressionante retrato da vida de classe média na São Paulo contemporânea, uma cidade sem esperanças, brutalizada pela feiura, pela degradação social, pela decadência cultural e pela devastação arquitetônica.
  • Douglas Lobo
    • Areia Movediça (literatura brasileira contemporânea) eBook Kindle
      • [?] de 2021
      • Surpreenda-se com essa história de busca pelo sentido da vida em meio aos acontecimentos políticos do Brasil da última década. Um livro que vai marcar toda uma geração!
      • Um jovem jornalista parece ter uma vida muito boa: solteiro, bem remunerado, concursado na maior estatal brasileira, com um grupo de amigos divertidos e o privilégio de viver, nos últimos dez anos, no alegre e sedutor Rio de Janeiro, longe das limitações de sua Fortaleza natal. Por trás dessa aparência de sucesso, no entanto, subjaz uma realidade diferente.
  • Vitor Vicente
    • À Beira do Danúbio eBook Kindle
      • 10 de abril de 2022
      • Vitor vicente, especialista em literatura de viagens, nos leva, nessa obra, a conhecer os bares e os habitantes multinacionais de budapeste, capital da hungria. Ali esse português expatriado vive uma série de relacionamentos voláteis com parceiras que conhece em aplicativos sexuais. Ao longo da história, ele nos vai apresentando, em ordem alfabética, uma a uma, as suas dezenas de amantes, que são das mais variadas pátrias, idades, feições e filosofias.todavia, esse enredo aparentemente simples,mais do que revelar os estratagemas de um don juan internauta a atacar em noites húngaras, nos leva a conhecer a longa noite da nossa civilização.o pano de fundo é uma europa hipnotizada em tagarelices revolucionárias que redundaram na pandemia de uma certa doença do espírito, ou neurose noogênica, para usar o termo de viktor frankl, renomado psiquiatra que já há décadas diagnosticava a falta de sentido na vida como a grande crise do nosso tempo.vicente nos convida a ver nesse à beira do danúbioo tétrico perambular dessas almas sem pátria, sem família e sem deus, que só detêm a desesperada vagabundagem ou entretidas numa mesa com amigos postiços ou nos lençóis de outro espectro desorientado.
1.2- Autores mais conhecidos
  • Yuri Vieira
    • A Tragicomédia Acadêmica: contos imediatos de terceiro grau
      • (a 1ª edição é de 1998) 1 de janeiro de 2018
      • A Tragicomédia é o livro de estréia do escritor paulistano Yuri Vieira. Trata-se de uma reunião de contos ambientados no mundo universitário brasileiro, povoados por tipos e conflitos familiares àqueles que já se aventuraram a passar alguns anos em alguma faculdade do país (especialmente nas públicas). Yuri Vieira recorre ao humor, ao fantástico, ao nonsense e à paródia para abordar situações reais vividas nesse meio, e o faz de tal modo que consegue articular as experiências dos universitários brasileiros de hoje com figuras, mitos e passagens marcantes da cultura ocidental – pop e erudita.
    • A sábia ingenuidade de Dr. João Pinto Grande
      • 17 de agosto de 2017
      • Você precisa de um Pinto Grande na sua vida. Calma! Sem ofensas Calma! Este livro não é uma piadinha. Pinto Grande, o herói dos contos de Yuri Vieira, é advogado, brasileiro, vítima de bullying desde o tempo em que a palavra não existia, e aprendeu a rir de si mesmo para ser capaz de secar as lágrimas alheias. É o vizinho de todos nós, sempre com uma palavra de sabedoria para quem mergulhou nas águas profundas do absurdo cotidiano ― seja na rua, no metrô, na ex-Iugoslávia ou na internet profunda. Com uma prosa afiada e divertida, os sete contos deste livro abrem caminhos de humor e ironia para a redenção da arte narrativa brasileira.
    • O exorcista na Casa do Sol: relatos do último pupilo de Hilda Hilst
      • 2 de julho de 2018
      • Último pupilo de Hilda Hilst, Yuri Vieira relata como foram os dois anos em que moraram juntos na Casa do Sol, como era conhecida a residência da autora Yuri Vieira teve uma experiência que muitos escritores gostariam de ter tido: morar na casa de uma das maiores autoras da literatura brasileira, Hilda Hilst. Morar com Hilda vinha com um pacote, normalmente acompanhado de muitas outras grandes figuras e mais de setenta cachorros. O jovem Yuri, no alto de seus vinte e poucos anos e até então tendo escrito apenas A tragicomédia acadêmica: contos inéditos do terceiro grau, viu no convite de Hilda para morar na Casa do Sol uma grande oportunidade para sua vida. O livro traz os relatos deste tempo, com base nas memórias do autor, e-mails e anotações feitas à época.
  • Érico Nogueira [maior parte em poesia]
    • Contra um Bicho da Terra Tão Pequeno
      • 2018
      • Numa falsa república – porque fictícia e porque farsesca –, o presidente está prestes a implementar uma dramática transformação: aumentar os seus poderes declarando-se califa. Às suas costas, um grupo de políticos e de altos funcionários de Estado conspira a sua morte. Aliciam um seu antigo desafeto, certo poeta bucólico de quem roubara a esposa. O próprio presidente se arvorando em literato, a narração (que assume, em alternância, o fluxo de consciência dos três protagonistas: poeta, presidente e primeira-dama) conjuga uma retórica refinada e de ritmo inconfundivelmente poético com a revelação escrachada da torpeza em que vivem os habitantes do país. Poeta forjado no estudo dos clássicos, Érico Nogueira logra, nesta sua primeira novela, recuperar o espanto de Camões – originalmente direcionado à vulnerabilidade do ser humano, podendo sempre a cólera divina voltar-se contra esse “bicho da terra tão pequeno” –, mas agora o orientando à mesquinhez dos homens, e, ainda mais concretamente, à dos homens desta terra. Essa história de trapaças, hipocrisia e corrupção vai cativar você do começo ao fim.

2- Poesia

2.1-
Geral
  • Érico Nogueira
    • O Livro de Scardanelli
      • 2008
      • Este volume do poeta, professor e tradutor Érico Nogueira reúne três livros de poesias: “Livro de Horas”, “Cancioneiro Inglês ou de Sandra Gama” e “Caderno de Exercícios”. Pertencente a uma linhagem racionalista, Érico faz da desconfiança na linguagem seu tema fundamental, mas, apesar da ênfase na paródia e na ironia, próprias do desencanto contemporâneo, não se esquece dos padrões métricos na sua belíssima construção poética.
    • Dois
      • 2010
      • Érico Nogueira é um poeta recessivo; ainda mais recessivo porque jovem. E explica-se: seu uso de rimas e de formas fixas, assim como suas leituras, remetem os leitores imediatamente ao passado da arte poética, de modo proposital e calculado É o oposto do tipo de poesia que Marjorie Perloff critica negativamente no ensaio “Modernism’ at the Millennium”, no qual localiza o uso já frouxíssimo do chamado vers libre, diluído desde o início de sua prática nos anos 1870, na França, até se tornar a base de composições nas quais “uma voz genérica de lírico ‘sensível’ contempla uma faceta de seu mundo e faz observações sobre ele, compara presente e passado, divulga certa emoção recôndita, ou chega a um novo entendimento da situação”. Nogueira vê como seus contemporâneos aqueles poetas clássicos, com quem se mede e a quem emula, como fez na primeira parte de seu livro de estréia, O Livro de Scardanelli (2008), seguindo os passos de Hoelderlin. A poesia de Nogueira apresenta duas dificuldades peculiares: uma, a de produzir poesia de base antiga hoje; outra, a de como leremos essa poesia.
    • Verdade, Contenda e Poesia nos Idílios de Teócrito [trabalho acadêmico]
      • 2012
      • Partindo da Teogonia e dos Trabalhos e dias de Hesíodo, modelos de poética fundada na verdade, e do conceito de sabedoria humana, como aparece na Apologia de Sócrates de Platão, o presente trabalho estuda a relação entre verdade e poesia nos Idílios de Teócrito – fundamento de seu programa poético –, e a elocução “contenciosa” ou “competitiva” que a veicula. Acompanha o estudo a tradução em verso de todos os idílios hexamétricos autênticos do autor.
    • Poesia Bovina
      • 2014
      • Poesia Bovina, terceiro livro de poemas de Érico Nogueira, é obra ao mesmo tempo retrospectiva e prospectiva, isto é, que se volta para o passado e interroga o presente e o futuro. Retrospectiva porque se insere na antiga tradição da poesia bucólica e prospectiva porque renova e atualiza essa tradição, Poesia Bovina consta sobretudo de poemas narrativos mais ou menos longos, nos quais a nota principal talvez seja o rigor e a novidade da experimentação métrico-rítmico-estrófica. Como diz João Angelo Oliva Neto nas orelhas, "é ler e ruminar".
    • Quase Poética
      • 2017
      • Neste livro o autor responde ― à base de análises e de exemplos ― às questões fundamentais do fazer poético dentro da perspectiva em que ele o concebe: o que é poesia, o que faz o poeta, de que se constitui uma obra verdadeiramente artística
    • O Esmeril de Horácio: Ritmo e Técnica do Verso em Português
      • 2020
      • A fim de encurtar a distância entre teoria e prática, este livro sobre os ritmos que Horácio usou em latim, tomados como modelos ou pontos de partida para exercícios rítmicos em português, é também uma pequena antologia da poesia do autor, apresentada aqui no original e em tradução. Em seu sentido mais técnico e mais exato, poesia é fabricação, confecção, fazimento. Logo, se, além de fingidor, o poeta é antes de tudo e sobretudo um fazedor, o primeiro que faz é aprender as regras que regulam o que escolheu fazer, as quais, ou bem que estão latentes nos grandes feitos da tradição – a Eneida, a Comédia, Os Lusíadas... –, ou bem se encontram patentes nos tratados de poética, ensaios literários e teses universitárias. Portanto, nas artes – e a poesia é uma arte –, saber significa saber fazer: savoir-faire, know-how. Daí advém a desconfiança da doutrina e dos doutrinadores, claro, que pretendem regular em teoria o que em prática não sabem. Há poetas grandiosos que não foram teóricos; mas não houve poeta grandioso que não soubesse o que fazer, e como fazer, afinal.
    • Aqui, Ali, Além
      • 2021
      • Muitos dos versos de Érico Nogueira ― inexcedível conhecedor de poética ― realizam um dos amálgamas mais originais e insólitos da poesia contemporânea no Brasil, graças à inserção de um vocabulário coloquial, cotidiano, ou mesmo rasteiro e chulo, em formas da mais alta lírica ocidental, alcançando resultados surpreendentes, com uma sintaxe que se afasta voluntariamente daquela de todos os dias, daquela usada no que chamamos de realidade, até alcançar essa mesma realidade no seu cerne ― como os expressionistas ― ao afastar-se dela. No verso livre ou metrificado, ou ainda no poema em prosa, essa fundamental originalidade se sustenta com perfeição, chegando à façanha cruel e rara de fundir a sátira com a elegia. Poeta de fortes raízes paulistas, Érico Nogueira, sem a menor dívida formadora, nos faz lembrar certas características do extraordinário Augusto dos Anjos, ou seja, um voo para o filosófico e o espiritual a partir da mais pura materialidade, talvez a partir do Aqui do título, um aqui sem eufemismos. Exemplo do que de melhor e de mais pessoal produz a lírica brasileira, este livro é a prova de que a poesia não foi concebida por gerações recentes, como às vezes intentam fazer crer, nem muito menos acabou com elas.
  • Bernardo Souto
    • A Aridez das Horas e outros poemas
      • 2020
      • O novo livro de Bernardo Souto, A aridez das horas e outros poemas, foi contemplado pela Academia Pernambucana de Letras com o prêmio Edmir Domingues, concedido anualmente ao melhor livro inédito de poesia.
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